Há algumas semanas, minha caixinha bluetooth parou de funcionar no computador.
Tentei o de sempre. Desconectei, conectei, desliguei, liguei, repeti o processo... nada. Ela aparecia como conectada na interface, mas nada de som. Como estava com pressa, conectei-a ao telefone e passei a ouvir música assim. Assumi que era algum erro ligado ao sistema operacional, custoso demais investigar e resolver. Até que acordei hoje pela manhã, sentei para trabalhar e percebi que havia esquecido de colocar o smartphone na tomada para carregar durante a noite. Droga.
Então decidi tentar de novo, já que alguma atualização de software ou qualquer outro processo esotérico às vezes resolve o problema. Sem sorte, não funcionou. Foi então que pensei comigo: será que o Claude Code não resolve isso? Expliquei o problema brevemente, mandei prints da tela e desejei boa sorte. Em cerca de 1 min, ainda no meio do “Aguardando...”, já observei Simple Man sair dos alto-falantes do computador para a minha velha caixinha. Wow.
Para ser honesto, não é a primeira vez que vejo isso acontecer. Mês passado eu queria assistir na TV da sala a um vídeo que estava no computador e, sem saber o que fazer, apelei ao Claude Code, que me disse para baixar o aplicativo do VLC na televisão e deixar o resto com ele. O resultado é que agora tenho uma pasta no meu computador em que é só arrastar um arquivo, aguardar seu aparecimento na TV e assistir (com legendas). Como? Não sei. Depois destas duas experiências, meu comportamento padrão passou de “tentar resolver o problema” para “delegar para a IA”.
É como se agora existisse um espírito que habitasse em meu computador, capaz de resolver qualquer problema técnico ou viabilizar tarefas difíceis. Por que eu vou pensar se tenho acesso a este djinn? É o sobrinho-as-a-service dos sonhos, 100% disponível, mais capaz e rápido para interagir com um computador do que qualquer humano jamais foi ou será. Após uma vida sendo “o cara que sabe consertar computador”, sinto que chegou a hora de dar espaço para a nova geração.



